24.5.09

Panorâmicas de Belém

Não são poucos os espaços abertos em Belém onde se pode ter vistas como estas. A dificuldade mesmo é você ter a segurança de parar num lugar, tirar a câmera do case e tirar fotos tranquilamente.

(Clique nas imagens para ampliar)

01. Praça Frei Brandão (vista da Catedral da Sé)
02. Praça Frei Brandão (à direita, a Igreja de Sto. Alexandre, à esquerda, a Sede Náutica do Clube do Remo)
03. Colégio Nazaré
04. Casa das 11 Janelas e Forte do Castelo
05. Prefeitura





















8.5.09

Filme - Na Natureza Selvagem

"Há um tal prazer nos bosques inexplorados;
Há uma tal beleza na solitária praia;
Há uma sociedade que ninguém invade;
Perto do mar profundo e da música do seu bramir:
Não que eu ame menos o homem,
mas amo mais a Natureza..."
(Lord Byron)

Na Natureza Selvagem é a história real de um cara que viveu em dois anos o que muitos não viveriam em cem.
Christopher Johnson McCandless era de uma família rica de Washington. Tinha tudo. Formado com louvor na na Emory University (Atlanta) e com boas notas para cursar Direito em Harvard. Exímio atleta. Tinha gosto por leitura. Era um jovem promissor, com 24 mil dólares na poupança e um carro 0km que seu pai estava prestes a lhe dar.
McCandless doou seus 24 mil dólares pra caridade, quebrou os cartões de crédito e os documentos, queimou o dinheiro que tinha na carteira, recusou seu carro novo e sumiu do mapa em seu carro velho.
Sem avisar ninguém ele viajou por muitos lugares na costa oeste dos Estados Unidos e até esteve no México.
Christopher conheceu pessoas diferentes, trabalhou em coisas como colher trigo e fazer sanduiches, e assumiu um outro nome: Alexander Supertramp (algo como "Alexandre Super Andarilho"). Sempre com uma coisa em mente: ele queria conhecer o Alasca. Uma idéia fixa que o levou a... bem, é melhor assistir o filme!

(A propósito, a foto no início do post é do próprio "Alex Supertramp". Ela foi encontrada em sua câmera, sem revelação no "Ônibus Mágico")

Trailer oficial do filme:

26.4.09

Peanuts







(Clique na imagem para ampliar!)

12.4.09

Algodoal

É engraçado que eu esteja escrevendo sobre Algodoal só agora. É que fui pela primeira vez a Algodoal no último fim de semana e acho que fui um dos últimos seres aqui em Belém a conhecer aquela ilha, portanto as minhas palavras podem soar um tanto quanto redundantes pra muita gente.
De qualquer forma, as pessoas que conhecem Algodoal provavelmente verão mais sentido neste post.

A Praia da Princesa
Alguns lugares são mágicos. Facilmente a gente percebe isso só de passar por determinados lugares de qualquer cidade. Alguns pontos parecem constituir "barreiras" que, a partir dali, você tem a sensação de uma "cidade dentro da cidade". Não sei explicar, é mais uma sensação que algo em especial que a gente veja pela paisagem.
Certos lugares têm ares diferentes. Não tem nada a ver com coisas "sobrenaturais" - se é que existe alguma coisa contida na natureza que esteja para além dela mesma - nem as pessoas que você encontra (que para os arredores de Belém, é muito provável que sejam figuras conhecidas). É só a existência daquele ponto no planeta que o torna especial.
A ilha de Algodoal faz parte da Região do Salgado Paraense e tem por limites, ao Norte, o Oceano Atlântico, ao Sul, o canal de Mocooca, a Leste, a Baía de Maracanã e a Oeste, a Baía de Marapanim. É uma região de águas salobras, que são do encontro de águas de rio com as águas do oceano.
Numa viagem a Algodoal, você sente que a magia começa no momento em que pisa dentro do barco pra fazer a travessia. Só há uma via pra Algodoal: água. O barco sai de um pequeno porto em Marudá, que fica a aproximadamente 200km de Belém.
Digo aproximadamente pois é um lugar tão "insignificante" que não é possível pesquisar no Google Maps e eu realmente não sei a distância exata e calculei mentalmente pelo tempo de viagem.
Sorte a nossa, nem o Google é capaz de nos achar em Algodoal! E você pode acreditar, a última coisa que uma pessoa quer naquela ilha refere-se a elementos que lembrem a nossa vida cotidiana e "tecnológica". Percorremos grandes distâncias a pé, pois lá não passa carro. As ruas são todas de areia, sem pavimentação. Andar de carroça é luxo. Gelo é uma especiaria e vale ouro. A Praia da Princesa é sensacional...
É interessante o funcionamento dos principais bares. Eles têm horários sincronizados de funcionamento, então você sai de uma festa e logo está começando outra, praticamente 24h por dia! Lá você encontra todo tipo de gente: de casais apaixonados até malucos que gostam de "contato com a natureza". Infelizmente, toda e qualquer descrição através de palavras ficará demasiado longe da realidade.

De qualquer forma, agora entendo o que quer dizer a expressão "o que rola em Algodoal morre lá". É que, mesmo que a gente conte as histórias de um fim de semana na ilha, é impossível ter uma real noção sem ter presenciado o clima de lá. É indescritível.


Lago da Princesa

3.4.09

Suíça na Bienal de Arquitetura

Quinze projetos representarão pela primeira vez a Suíça na Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo. O Museu de Arquitetura da Suíça levará pra São Paulo a exposição Arch/Scapes – A relação entre a arquitetura e a paisagem.
Particularmente, é algo que me atrai bastante a apresentação das soluções mais modernas nesse sentido, especialmente porque na Europa eles estão bem à frente em duas questões fundamentais: acessibilidade e principalmente a sustentabilidade.
Acredito que seja de interesse geral essa questão da sustentabilidade, isso faz da 7ª Bienal de Arquitetura o evento imperdível do ano (depois, é claro, do show do Radiohead).
Um destaque para o arquiteto Peter Zumthor, um dos grandes arquitetos contemporâneos, que, apesar de não usar um software espacial pra modelar seus projetos - um sujeito um tanto quanto avesso ao "marketing estilo Frank O. Gehry" - figura entre os gurus da arquitetura contemporânea.
Zumthor é um dos participantes da Suíça no evento. Provavelmente, apresentará um projeto sensacional!



















Foto: Restaurante nos Alpes
. Projeto de Zumthor.

"Large stone panels are placed around the steel frame skeleton of the existing station and the inner load bearing structure of the new building. They lean on and against each other.
A house of cards. A house of stone slabs." Peter Zumthor